MZUSP - Museu de Zoologia da USP
12.07.18 - Ensino e formação

20/07/2018, 13 horas, Defesa da tese do pós-graduando Rafael Dell’Erba

No próximo dia 20 de julho, sexta-feira, às 13 horas, no  Auditório do Museu de Zoologia da USP (Av. Nazaré, 481, Ipiranga, São Paulo), haverá a defesa da tese do aluno Rafael Dell’Erba, orientado pelo Prof. Dr. Marcelo Duarte da Silva, do curso de doutorado do Programa de Pós-Graduação em Sistemática, Taxonomia Animal e Biodiversidade do MZUSP.Rafael

Resumo

O gênero Hylesia é o mais diverso de Hemileucini, com quase 300 espécies. A distribuição geográfica vai desde o norte do México até a Argentina. Entre as principais características do gênero, destacam-se: antena da fêmea estreita e bidentada, mais larga perto da base; epífise presente na fêmea; mesoscuto sem anel médio-dorsal e M1 com origem no ângulo apical da célula discal da asa posterior. O gênero é atualmente dividido artificialmente em uma série de subgrupos com base em morfologia e recentemente endossada por estudos moleculares. No entanto, até o momento nunca foi dedicado um esforço para reconstruir as hipóteses de relacionamento entre as espécies. Nosso objetivo foi realizar análise filogenética com pelo menos um terminal representante dos subgrupos já estabelecidos na literatura. Foi usada Análises de Máxima Parcimônia e escolhidos escolhidos 88 táxons terminais para o grupo interno e três para o grupo externo. Ao todo 187 caracteres de morfologia externa e genitália foram levantados. As topologias resultantes das análises recuperaram diversos agrupamentos em comum e a maioria desses agrupamentos já tinham sido estabelecidos na classificação anterior ao presente estudo.

Abstract

The genus Hylesia is the most diverse of Hemileucini, with almost 300 species. The geographical distribution ranges from northern Mexico to Argentina. Among the main characteristics of the genus, the following stand out: antenna of female is narrow and bidentate, wider near the base; epiphysis present in the female; mesoscuto without middle-dorsal ring and M1 vein originating from the apical angle of the posterior wing disc cell. The genus is currently artificially divided into a series of subgroups based on morphology and recently endorsed by molecular studies. However, to date, no effort has been devoted to attempt to reconstruct the hypotheses of relationship between species. Our objective was to perform phylogenetic analysis with at least one terminal representative of the subgroups already established in the literature. The analysis used were Maximum Parsimony. We selected 88 terminal taxa in the ingroup and three in the outgroup. We coded 187 characters of the external morphology and genitalia. The topologies resulting from the analyzes recovered several groupings in common and most of these groupings had already been established in the classification prior to the present study.