MZUSP - Museu de Zoologia da USP
31.32.18 - Ensino e formação

Defesa da dissertação da pós-graduanda Carolina de Almeida Garcia

No próximo dia 3 de agosto, sexta-feira, às 13h30, no  Auditório do Museu de Zoologia da USP (Av. Nazaré, 481, Ipiranga, São Paulo/ SP), haverá a defesa da dissertação de mestrado da aluna Carolina de Almeida Garcia, orientada pelo Prof. Dr. Carlos José Einicker Lamas, do Programa de Pós-Graduação em Sistemática, Taxonomia Animal e Biodiversidade do Museu de Zoologia da USP, com o trabalho intitulado: “Sistemática de Bruggmanniella Tavares, 1909 (Diptera, Cecidomyiidae)”.

Resumo

A tribo Asphondyliini, pertencente à família Cecidomyiidae, conta com 521 espécies divididas em 44 gêneros com distribuição cosmopolita. Os Asphondyliini estão inseridos na subfamília Cecidomyiinae, que é a maior subfamília em número de espécies, 5100, e se encontra dividida em quatro supertribos: Brachineuridi, Stromatosematidi, Cecidomyiidi e Lasiopteridi. As larvas de Cecidomyiinae possuem hábito micetófago, predador e galhador, sendo que este último aparece nas supertribos Cecidomyiidi e Lasiopteridi. Os galhadores são os organismos indutores responsáveis por malformações de porções dos tecidos ou órgãos das plantas, conhecidas como galhas. A relação entre os insetos galhadores e suas plantas hospedeiras é de alta especificidade e devido a isso, para as espécies descritas, é possível identificá-las pelo seu tipo de galha induzida no hospedeiro. O gênero Bruggmanniella Tavares, 1909, possui 11 espécies com distribuição majoritária na região Neotropical (oito espécies) e representantes descritos para as regiões Neártica (uma espécie) e Oriental (duas espécies). Neste trabalho foi realizada a primeira análise cladística para compreensão da relação de parentesco entre as espécies de Bruggmanniela, a descrição de uma espécie nova do Estado de São Paulo, Brasil, além da atualização da chave de identificação das espécies de Bruggmanniella. Na análise cladística foram levantados 56 caracteres morfológicos para 26 táxons terminais. Entre esses, 15 pertencem ao grupo-externo e 11 ao interno. A análise utilizando busca heurística de pesos iguais resultou em uma única árvore mais parcimoniosa com comprimento igual a 148 passos (IC=0.443 e IR=0.565) e a de busca por pesagem implícita também gerou uma única árvore com 149 passos (IC=0.440 e IR=0.561). O gênero Bruggmanniella tem sua monofilia suportada principalmente pela ausência do espessamento da margem cefálica da pupa. B. byrsonimae ainda possue posicionamento incerto por falta de conhecimenro do estágio larval. As duas espécies orientais descritas originalmente em Bruggmanniella, B. actinodaphnes e B. cinnamomi, posicionaram-se no ramo do grupo-irmão Pseudasphondylia, ensejando a proposição de duas novas combinações:  P. actinodaphnes comb. nov e P. cinnamomi comb. nov. Apresentamos ainda, uma discussão acerca da distribuição geográfica das espécies de Bruggmanniella e Pseudasphondylia e a ocupação dos hospedeiros.

Palavras-chave: análise cladística, distribuição geográfica, galhadores, ocupação de hospedeiro, região Neotropical, taxonomia.

Atos nomenclaturais apresentados nesta dissertação não são válidos segundo o Código Internacional de Nomenclatura Zoológica, artigo 8, não devendo, de forma alguma, ser citados.