MZUSP - Museu de Zoologia da USP
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Serviço de Entomologia do Museu de Zoologia – Orientação geral para envio de material

Se você tem um projeto que envolva coleta de material zoológico e precise depositar em alguma instituição sede (Fiel depositária), que se comprometa a recebê-lo, os seguintes passos devem ser respeitados. Inicialmente, deve-se endereçar uma carta à direção do MZUSP, solicitando o recebimento do material, explicando os seus propósitos e com uma cópia do projeto anexada. O Diretor irá consultar a Chefia da Divisão Científica, que dará sua opinião sobre o assunto, ouvido o curador da respectiva coleção. Depois da anuência da Direção, para o envio do material, de forma que seja possível inclui-lo nas coleções, determinados procedimentos devem ser respeitados, conforme explicitado abaixo.

Caso queira enviar material para ser identificado no MZUSP, primeiro consulte os curadores, antes mesmo de começar suas coletas. Muitas vezes os alunos acham que é sempre de interesse do MZ, ou mesmo sua obrigação, receber qualquer material zoológico. Isto não é verdade. As coleções não são depósitos de qualquer material, coletado de qualquer forma, sem um propósito definido. Há políticas científicas gerais do MZUSP e também específicas para cada grupo zoológico, dependendo dos curadores e de suas linhas de pesquisa, seus interesses, prioridades e disponibilidade para atender demandas externas.

Um primeiro passo é a consulta aos curadores das respectivas coleções. Na página do MZUSP há a lista de curadores e como contatá-los (email/ Telefone).

Depois da anuência do curador MZUSP, várias regras devem ser seguidas para o envio correto do material ao MZUSP, para garantir que chegue em bom estado e em condições de ser armazenado e identificado. Se o material faz parte de um determinado projeto, é interessante que uma cópia seja encaminhada com o material. Em qualquer caso, cada amostra devem ter os dados básicos no rótulo, ou seja, localidade (da forma mais precisa possível), data de coleta e coletores. Caso haja mais informações de campo, sobre o local de coleta (vegetação, ninhos, outros grupos associados, etc) ou dados do tipo de coleta (Malaise, Pitfall, Winckler), uma listagem com o número de campo e todos os dados devem acompanhar o material.

 Material em via úmida:

1-      Frascos

O material deve ser enviado ao Museu em frascos do padrão que usamos em nossas coleções: potes tipo achocolatado com capacidade de 800ml, com tampa branca rosqueada; frascos de vidro, 100ml, com tampa plástica rosqueada (não pode ser de garra) e disco de polexan (qualidade semelhante ao da marca Wheaton); flaconetes com batoque plástico de pressão e tampa preta de rosquear (de 10, 15 ou 20ml). O material não deve ser depositado em eppendorf, frascos snap cap, frascos com tampa metálica.

Rótulos: O rótulo deve estar dentro do frasco, em papel próprio para material em via úmida (Resistall Paper, por exemplo), que pode ser usado em impressoras ou papel vegetal, neste caso com tinta nanquin, uma vez que o vegetal não deve ser usado em impressoras, pois com o tempo a tinta se solta. Não deixar informações escritas diretamente na tampa ou no frasco, tampouco colar etiqueta ou qualquer tipo de papel fora do frasco.

2-      Meio líquido:

Para os insetos normalmente utilizamos álcool etílico, cuja concentração varia de acordo com o grupo, em geral de 70 a 80%. Para material que será usado em trabalhos de biologia molecular, deve-se utilizar álcool próximo a 100%.

O material deve estar limpo, ou seja, só os insetos e álcool, no caso de coletas que podem conter material da isca, terra, folhiço, gravetos, que comprometem a qualidade do material, tudo deve ser limpo antes do envio das amostras.

Material via seca:

O inseto deve ser colocado em envelopes entomológicos, ou mantas, com os dados relativos à coleta. No caso da necessidade de montar o material antes do depósito no Museu, é preciso que uma pessoa especializada o faça, pois caso contrário, o material pode ser danificado e não ser mais adequado às coleções.

Os alfinetes devem ser entomológicos de aço inoxidável, de boa qualidade, com cabeça de resina, que não se solta com facilidade. As regras de montagem para cada grupo de insetos devem ser respeitadas (local onde o alfinete deve ser colocado, posição das antenas, pernas, asas).

Os rótulos devem conter todas as informações sobre a coleta e caso estejam identificados, com o rótulo de identificação completo, com o nome do responsável pela identificação. Utilizar papel adequado para o rótulo (mais comum: sulfite 60kg) e caso seja impresso, verificar se a tinta não solta com facilidade do papel (a aderência da tinta fica prejudicada em papéis com alguma textura, mesmo que muito suave).

Se ainda houver alguma dúvida quanto a tais procedimentos, por favor, consulte o curador.

 

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